Thursday, March 05, 2009

E a idiotia impera!


Já falei neste lindo blog que a América LatRina, ou seja, NÓS, adoramos essa doença chamada POPULISMO. É a mais pura verdade. É uma doença grave, poderosa e que vem ganhando campo desde o caudilhismo de Getulio Vargas, passando pela mediocridade de João Goulart, pelo Brizolismo e agora se assentando no populismo tácito de Lula, Kirshner, Uribes, Fidel, Moralez e principalmente pelo patife Chavez.

O maior caminho para a corrupção, caro leitor, é o populismo. É onde começa o poder centralizado e onde a corrupção corre solta.

Há alguns anos, 3 escritores latinos - Plínio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa - escreveram um dos maiores tratados sobre a idiotia latino-americana: "Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano":

"Acredita que somos pobres porque eles são ricos e vice-versa, que a história é uma bem-sucedida conspiração dos maus contra os bons, onde aqueles sempre ganham e nós sempre perdemos (em todos os casos, está entre as pobres vítimas e os bons perdedores), não se constrange em navegar no espaço cibernético, sentir-se on line e (sem perceber a contradição) abominar o consumismo. Quando fala de cultura, ergue a seguinte bandeira: “O que sei, aprendi na vida, não em livros; por isso, minha cultura não é livresca, mas vital.” É o idiota latino-americano."


Intencionalmente polêmico, o livro traça, com humor ferino, o perfil do sujeito que freqüentou universidade e, depois, passou a militar nos sindicatos, nos partidos, nas ongs e outras associações que se dizem sociais. De quebra, destrói impiedosamente essa galeria de mitos revolucionários e heróis populistas que infestaram - e ainda infestam - os países latinos.

Pois bem, para mim a idiotia latino-americana é deliberada e de livre-escolha. É adotada conscientemente por preguiça intelectual, apatia ética e oportunismo civil. É ideológica e política, mas acima de tudo frívola, pois revela uma abdicação da faculdade de pensar por conta própria, de cotejar as palavras com os fatos que pretendem descrever, de questionar a retórica que faz as vezes de pensamento.

Não parece uma descrição fiel da intelectualidade brasileira que se diz “esquerdista”?

O idiota latino tem sempre uma biblioteca política. Afinal, é bom leitor, ainda que só leia livros ruins. “Não lê da esquerda para a direita” – escarnecem os autores -, “como os ocidentais, nem da direita para esquerda, como os orientais. Dá um jeito para ler da esquerda para a esquerda. Pratica a endogamia e o incesto ideológico.”

Mas o que lê o nosso idiota? De cara posso citar a bíblia da idiotia: As veias abertas da América Latina, do escritor uruguaio Eduardo Galeano, que tem devastado cabeças desde os anos 70. Ainda é levado a sério por muita gente e recomendado a alunos por professores idiotas. As outras obras são: A História me absolverá, do velho genocida desmiolado Fidel Castro; Os condenados da Terra, de Frantz Fanon; A guerra de guerrilhas, de Ernesto (Che) Guevara; o onipresente Os conceitos elementares do materialismo histórico, de Marta Harnecker; O homem unidimensional, de Herbert Marcuse (um ataque à “civilização industrial”); Para ler o Pato Donald, de Ariel Dorfman e Armand Mattelart (obrigatório nas escolinhas de comunicação nos anos 70); e Para uma teologia da libertação, de Gustavo Gutiérrez.

Dois brasileiros contribuem para a formação do idiota latino-americano: Fernando Henrique Cardoso que, com Enzo Faletto, escreveu Dependência e desenvolvimento na América Latina (que dividiu o mundo entre “centro” e “periferia”), e Frei Betto, apóstolo da teologia da libertação no Brasil e “conselheiro espiritual” do presidente Lula. FHC, como se sabe, tomou o rumo da civilização; já o frei continua escrevendo idiotices nos jornais (exemplos: "Cuba é o único país onde a palavra dignidade tem sentido"; "Em nossos países se nasce para morrer. Em Cuba, não!"). E por aí vai.

Manual do perfeito idiota latino-americano foi lançado em 1996 e traduzido pela Bertrand Brasil, do Rio de Janeiro (está na 5a. edição, de 2005). Vale a pena a ler. Mas, não nos enganemos, há os irredutíveis, aqueles que jamais abandonarão a condição de eternos idiotas.

Nessas épocas de crise mundial muito cuidado com a idiotada: são nestes tempos aperecem os famosos "heróis" destemidos prometendo mundos e fundos e culpando alguém pelo enorme estrago nacional. Vide a carniceira de peixaria Heloisa Helena e o malandro-agulha Cyro Garcia. De olho nesta idiotada.

Tuesday, March 03, 2009

MST: banditismo e delinquência

Não sei você, leitor, mas poucas coisas referentes ao panorama sócio-político brasileiro atual me deixam tão enfurecido como o esse bando de vagabundos oportunistas chamado carinhosamente de MST. E o pior são aquelas pessoas filiadas ou batizadas nas ceitas carismáticas de esquerda - entenda aqui os PSOLs, PSTUs, PCOs (nem sei nem o que essa merda de sigla significa) e PCdoBs da vida - falarem em democracia e levantarem a bandeira desses marginais. Ah, claro, tem também os intelectuais de esquerda, os sociólogos, que usam bonezinhos vermelhos do MST para combinar com a camisa Gucci e o tênis Puma.

Que o tal de Zé Rainha sempre foi um patife criminoso com cara de vítima chorona isso todo mundo já sabe. E o nazista Stédile? Aquele que de vez em quando soltava frases aparentemente ameaçadoras como "Fechem suas portas e janelas, que nós, os Sem-Teto vamos entrar e resgatar o que é nosso." para depois se cagar todo quando a justiça o mandava se explicar publicamente. Num caso ou no outro, esses e outros dirigentes do MST sempre estão mostrando suas caras criminosas, demagógicas e extremamente perigosas. Felizmente a imprensa hoje está mostrando mais a verdadeira cara desse grupo de marginais travestido de movimento social.

Acontecimento recente: Fazenda Jabuticaba, uma cidadela rural no sertão pernambucano. Integrantes do MST discutem com seguranças da fazenda, reintegrada por decisão judicial. Minutos depois, executam - entendam bem, EXECUTAM - os 4 seguranças a tiros de pistola. Um deles, João Arnaldo da Silva, de 40 anos, já ferido na perna e deitado no chão, recebe uma bala na cabeça. Depois é Rafael Erasmo, de apenas 20 anos, agricultor, que também ganha uma bala na cabeça, transpassando seu capacete de moto. Ao ver os colegas executados, os outros correram, mas foram alcançados e mortos como cães. Ambos receberam tiros no rosto, na perna, na nuca, sendo que um deles morreu de braços abertos, como quem pede clemência. (!)

Resposta de Jaime Amorim, líder, coordenador nacional e criminoso do MST: "O que matamos não foram pessoas comuns, eram pistoleiros violentos." (!)

Por este tipo de declaração, de alguém que coordena nacionalmente o movimento criminoso dos Sem-Terra, já se tem uma idéia da régua moral por onde o grupo se pauta. Pior: depois do crime, o MST teve o desplante de pedir proteção policial para seus integrantes. Ou seja, é mais uma declaração delinquente de um dos chefões que a pretexto de lutar pela reforma agrária no país, aterroriza o campo brasileiro desde 1990.Naquele mesmo ano, numa manifestação no centro de Porto Alegre, uma turba de Sem Terra cercou um carro de polícia e, a golpes de foice, degolou o cabo Valdeci de Abreu, de 27 anos. E por aí vai.

Mas acontecimentos como este têm calendário e motivos bem definidos. às vésperas de um ano eleitoral, MST e congêneres querem continuar a receber vultuosos repa$$es governamentais - o que implica a permanência do PT no governo federal! Isso é a garantia dos financiamentos e da impunidade que os beneficia até agora. Estranhamente foi no Pontal do Paranapanema, em SP, o lugar escolhido para o "Carnaval Vermelho" dos sem-terra ligados ao criminoso José Rainha, adorado e protegido pelo mais poderoso petismo. Durante o feriado 20 fazendas foram invadidas no território do tucano José Serra. Coincidência?

Vale lembrar que o MST está fazendo de tudo para influenciar a seu favor o rumo das próximas eleições e, para eles, o PT não poderá se desalojar do governo, sob risco de tornarem-se ainda mais virulentos. Chantagem política tácita. Então, faço as minhas as palavras do ministro do STF, Gilmar Mendes, para que ninguém esqueça disso ao olhar para essa distorção que é o MST:

1. Quem invade terra alheia está aforntando a lei
2. Quem afronta a lei, não pode receber dinheiro do governo
3. No estado de direito, a lei vale para todos

Simples assim? Não, complicado assim, tratando-se de Brasil.

Monday, March 02, 2009

Universidade...para quê?

Volto a escrever pelo completo exercício da burrice, já disse isso antes. Pois esse blog jamais vai tornar alguém inteligente: a burrice é a epidemia desta nação. E como o assunto é a burrice, gostaria de comentar a reportagem da Veja desta semana sobre o projeto de lei que tramita no senado federal e será votado nas próximas semanas - aliás, eu não deveria levar a sério nada que circule num covil que tem José Sarney como presidente, mas a força do hábito não me deixa calar - que passará, se for aprovado, a implantar o sistema de cotas raciais nas 55 universidades federais brasileiras. E o que isso significa? Significa, caro leitor, que todas estas instituições destinadas a formar profissionais competentes serão obrigadas a destinar 50% de suas vagas à alunos da escola pública, esta então instituição totalmente falida. Na prática, significa que negros, pardos e índios serão os principais beneficiados, pois terão garantido um número de vagas proporcional às suas representações demográficas por estado.Até aí tudo bem, já que é justamente esta parcela que carece de mais oportunidades, certo? Mas da maneira que está sendo colocada a coisa, é simplesmente ilógico, contraproducente e prejudicial justamente à estes a quem se quer beneficiar. Eu explico porque:

Primeiro porque o papel das Universidades Federais não é reparar injustiças históricas, como querem alguns, mas sim produzir CONHECIMENTO, o que só é possível com rígida seleção de candidatos com base no mérito individual, e não com base num conceito totalmente desacreditado e vago como o racial. Se assim for, o mérito individual não servirá absolutamente para nada, e o conhecimento com qualidade jamais será produzido.

Segundo, porque já está provado que o regime de cotas que vigora no Brasil desde 2002 não teve nenhum resultado positivo. Quem duvida, acesse o planejamento das 80 universidades onde vigora o regime.

Terceiro, porque, ao contrário do que dizem os defensores do regime de cotas, a tal dívida histórica para com os negros - isso também é uma questão de ponto de vista - não é corrigida por tal regime, uma vez que os beneficiados são um grupo de indivíduos definidos imprecisamente pelo conceito de raça, que vem inclusive sendo questionado científicamente.

Quarto, porque os negros não precisam de empurrão, como defendem alguns. Acreditar nisso é assinar embaixo de uma atitude e um pensamento altamente racistas. No Brasil existe racismo? Claro. Mas não existem barreiras legais contra os negros desde 1888 com a abolição da escravatura. Isso é fato. Aqui não há racismo-institucional.

Quinto, porque aumentar o número de diplomas em mãos de negros não vai diminuir a discriminação de forma alguma, pelo menos não por este regime de cotas.

Sexto, porque a diversidade não contribui de maneira exata para a melhoria do ensino superior, uma vez que o próprio conceito de diversidade racial é totalmente limitado.

Enquanto projetos de lei tão demagógicos como este circulam no Congresso Nacional e no Senado, o problema da deseducação brasileira persiste. O regime de cotas é mais um dos subterfúgios do des-governo brasileiro para não olhar para os principais problemas que afligem a educação. E estamos falando principalmente do ensino básico, o maior dos maiores alvos de descaso no Brasil. Para termos uma idéia apenas 20% dos alunos mais pobres concluem o ensino médio. Pior: entre os que chegam a se formar uma minoria tem condições reais de cursar uma faculdade, ainda que ela seja gratuita. Metade dos alunos conclue o ensino básico sem saber executar as operações mais elementares da matemática e sem entender o conteúdo de textos banais. É de vespeiros como este que o projeto de criação de cotas tenta desviar a atenção.


Tomemos cuidado, pois se isto se tornar realidade, casos como o do aluno gaúcho Getúlio Ost, que teve ótimo desempenho no vestibular da UFGRS e que perdeu a vaga para um cotista, haverá de se repetir em número muito maior. Talvez com um de nossos filhos, ou com o filho de alguém, cujos pais - nós - investem grande soma de dinheiro para que tenham uma educação decente e possam galgar um degrau a mais na pirâmide social brasileira, e que mesmo assim podem ver seus filhos perderem sua vaga para outro menos preparado apenas por terem nascido brancos.

Como explicar um aluno classificado no 65 lugar no vestibular mais concorrido do país perder sua vaga para outro candidato que ficou em milésimo lugar? Você acha justo?

Numa nação onde o bolsa-família e o cheque-cidadão são as tônicas da reeleição de um presidente que mal terminou o ensino médio, talvez isso não soe tão estranho. Provavelmente, se não tivesse sido eleito pelo voto, o nosso effelentíffimo presidente teria chegado ao planalto pelo regime de cotas para analfabetos e para incompetentes.

PS: A UERJ, que começou com o regime de cotas para negros, hoje conta com vagas para índios, deficientes e filhos de bombeiros mortos. (!) A federal de São Carlos já tem até para refugiados políticos.

Você duvida?

Wednesday, December 10, 2008

Dia do Palhaço



Para quem não sabe, hoje é o Dia do Palhaço. E para comemorar em alto estilo, os maiores palhaços do mundo foram às ruas numa enorme manifestação populista e demagógica, cheia de idiotices, com momentos de corrupção desenfreada, autoritarismo, mil asneiras e muita, mas muita palhaçada!

O ponto alto foi quando os palhaços riram da cara da população, quase toda latina; e a população por sua vez, deu seu voto de confiança na palhaçada.

A passeata terminou num banco, onde os palhaços foram checar suas contas bancárias. Na verdade a direção da manifestação disse que os palhaços tinham receio de tudo acabar na cadeia mais próxima, porém tudo correu bem, e a palhaçada seguiu por toda América Latrina.

Wednesday, September 17, 2008

A ditadura Petista disfarçada

Deu no O Globo de hoje:

Mangabeira quer obrigar jovens a prestar serviço social

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, defendeu nesta terça-feira que os jovens de 18 anos que forem dispensados do serviço militar obrigatório sejam enviados ao interior do país, para serem aproveitados no serviço social obrigatório. A idéia faz parte do Plano Nacional de Defesa, elaborado por Mangabeira e pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Se o jovem dispensado do alistamento militar estiver fazendo curso superior, ele seria encaminhado para algum trabalho em sua área de atuação. (...)

Segundo ele, nesse sistema, até as mulheres seriam obrigadas a servir. Para o professor Gilberto Garcia, presidente do Conselho de Reitores das Universidades, a idéia é boa, mas há uma preocupação sobre os custos envolvidos na proposta. (...)

- Se (esses serviços) pudessem se casar com os programas sociais que as universidade já têm seria ótimo, porque baixaria os custos para o governo e para as universidades - sugeriu.




Inacreditável. Vamos ler da forma correta:

"O governo quer obrigar os jovens brasileiros com 18 anos a trabalhar de graça, longe de casa, para que o governo economize no social e tenha mais dinheiro em caixa para pagar o funcionalismo público e seus mensalões."

Enfim, é o des-governo do PT, em sua gestão corrupta, demagógica e populista. Finalmente mostrando a que veio: ditadura.

Tuesday, September 16, 2008

E a ministra chora...

Deu no Yahoo Notícias:
"Dilma chora durante homenagem a vítimas da ditadura"
Acompanhada do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que assim como Dilma pegou em armas para enfrentar os militares, a ministra se emocionou ao classificar todos os jovens que morreram nos combates como "heróis".

"Há uma perda para o país quando essa experiência de uma juventude que se jogou na luta democrática é perdida por morte", disse Dilma, com lágrimas nos olhos, em seu discurso."
(...)


Só gostaria de lembrar à Sra. Ministra que quem pegou em armas durante o governo militar estava bem longe de lutar em prol de um regime democrático. Essas pessoas que morreram e que hoje são vistas como heróis, foram inspiradas por regimes mais sanguinários e mais totalitários do que o nosso regime na época. O objetivo era somente derrubar o governo para impôr uma outra ditadura, mais sangrenta, mais radical, acabando de vez com o estado de direito, nos moldes de Cuba, China e URSS. O próprio dirigente do PCdoB na época assumiu publicamente esta intenção.

E logo a ministra Dilma... ela que é modelo de arrogância, autoritarismo e falta de coragem. Igualzinho aos figurões do regime militar, que a exemplo da ministra, nada conheciam sobre o Brasil.

O resultado catastrófico das ditaduras comunistas estão aí: miséria, fome, corrupção, violência, sangue, prisões, e um saldo de 118 milhões de mortes, incluindo mulheres e crianças. Nenhum regime capitalista no mundo, por mais desigual que seja ou que tenha sido, produziu tantas mortes, tanto atraso de vida e tanta crueldade. Depois dizem que o capitalismo é o mal da humanidade.

Hoje as pessoas ignorantes choram por esses guerrilheiros e olham a história do Brasil com olhos equivocados. É fato que o brasileiro não gosta de ler e não se importa em conhecer nada sobre seu próprio país, ao contrário dos americanos e até dos argentinos, que dão um banho de cultura na brasileirada. Daí a opinião de que indivíduos como Lamarca foram heróis.

Do mesmo jeito olham o velho desmiolado Fidel Castro e seus filhotes Chavez e Morales, como ícones da justiça social e da resistência contra o "nefasto império americanista", quando na verdade são perfeitos exemplos de demagogia, corrupção, ditadura e populismo, agentes da própria decadência da américa latina.

Tudo isso por falta de informação.

Se você quer saber um pouco mais sobre a ditadura militar no Brasil, com um olhar imparcial e altamente esclarecedor, recomendo a leitura destes 4 volumes do Helio Gaspari: A Ditadura Envergonhada, A Ditadura Escancarada, A Ditadura Encurralada e A Ditadura Derrotada. Ao contrário do que sempre se ensinou, a ditadura no Brasil acabou por decisão dos próprios militares e não por pressão de pequenos grupos de extrema esquerda como o MR8 e PCdoB, que na verdade foram pulverizados facilmente pelo governo. O perfil de cada personagem, o panorama político, econômico e social da época e mais um monte de detalhes sórdidos, tudo isso está nestes volumes.

E para se ter uma perfeita visão do fenômeno populista da américa latina, complemente sua leitura com "A Volta do Idiota", um ótimo livro escritos por latinos, para latinos e contra o populismo.

Se estes livros não abrirem sua mente para a realidade, o jeito é se conformar: você é um idiota.

Thursday, September 04, 2008

Tempos inúteis

Os tempos atuais são repletos de decadência, miséria, fome, superficialidade, futilidade, violências de todo tipo, injustiças, desespero. É como vejo o mundo de hoje. Ninguém melhor que Carlos Drummond de Andrade, um dos meus poetas e pensadores preferidos, para ilustrar os dias que vivemos. Sua visão atemporal e seu pensamento pétreo, porém profundo diz tudo.


Os Ombros que Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Wednesday, September 03, 2008

Esquizofrenia Feminina

Um importante site da internet realizou uma pesquisa com 245 homens entre 25 e 45 anos no Brasil e em outros países, e vejam só os resultados sobre as Principais Queixas dos Homens sobre as mulheres:

1)Queixam-se do fraco sentido de orientação das mulheres;
2)Da sua paixão pelas compras;
3)Falam demasiado;
4)Perdem nos promenores das conversas e depois não vão ao fundo da questão;
5)Não tomam iniciativa no sexo;
6)Insistem em querer mudar os homens e principalmente de os obrigarem a apanhar a roupa "precisamente agora".


Reparem que ao contrário do que as mulheres acreditam, não há sequer uma queixa sobre celulite ou estria, monstros que aterrorizam o universo feminino. Isso prova que a cobrança estética da qual as mulheres se queixam parte delas próprias.

O item 6 para mim é o que mais caracteriza a esquizofrenia feminina: elas se acham donas das vidas dos homens, e se sentem no direito de querer modificá-los ao seu bel prazer, para se aproximar da imagem do homem perfeito sempre presente em seus sonhos. Algumas até vão fundo nessa tentativa acabam conseguindo, se sentindo vitoriosas. O problema é que no minuto seguinte, elas perdem o interesse pelo cara e resolvem deixá-lo. Já vi muitas mulheres reclamando que seus homens não são sensíveis e delicados, por exemplo. E algumas delas, depois que seus homens resolvem se modificar para agrada-las, acabam se queixando que os mesmos não tem personalidade(!). Vai entender?

Fato é que mulheres tem um discurso A e uma prática B. Sempre. Coerência é uma palavra totalmente inexistente no dicionário feminino, portanto nunca perca seu tempo tentando entendê-las ou descobrir o que elas querem. Aliás, o que elas ACHAM que querem, porque nem isso elas têm certeza. Vai depender do momento, do tempo, da lua, da TPM ou então do contra-cheque do cara. :) Brincadeira. Se nem Freud conseguiu descobrir o que querem as mulheres, como é que nós, simples mortais masculinos poderíamos saber? O mais trágicômico de tudo é que elas empurram para nós a obrigação impossível de saber o que elas querem, e por isso somos sempre taxados de insensíveis e burros. Aliás, burros nós somos mesmo. Simples, previsíveis e tremendamente burros. O erro é delas em querer que sejamos diferentes, conforme os seus sonhos e devaneios.

E para finalizar, veja também que nós não somos nada exigentes em relação a elas. Foram menos de 10 queixas! Agora imagina se a pesquisa fosse feita com mulheres sobre suas queixas em relação aos homens, não haveria scroll suficiente para postar todas aqui, seria impossível.

Depois são elas que reclamam que são exigidas demais, acredita?

Are You Experienced?

James Marshal Hendrix, ou então Jimi Hendrix. Ou simplesmente: Jimi. Até hoje nunca houve um artista tão amado e reverenciado mundialmente - por fãs e artistas - , cuja vida e morte tenha causado tanta comoção. Dono de um estilo único de tocar guitarra, este gênio irreverente e idealista ocultava um lado atormentado e ingênuo, como revela dramaticamente a autora Sharon Lawrence, que conviveu com ele desde o início de sua trajetória. Hendrix deixou milhões de fãs pelo mundo todo, incluindo Eric Clapton, Pete Towshend, John Lennon e até Miles Davis e Herbie Hancock, além de um valioso legado de talento e genialidade até hoje insuperáveis. Numa época em que o mundo idolatrava os Beatles, os Stones e o Cream, Hendrix conseguiu inclusive a reverência de todos estas estrelas devido ao seu jeito de tocar com a "alma e o coração", como ele mesmo descreveu. Seres como Hendrix vêm ao planeta Terra de quando em quando, e está acima de qualquer descrição racional.
Emocionante. Dramático. Triste e excitante. Compre aqui.

Tuesday, September 02, 2008

A felicidade do idiota

Uma pesquisa feita recentemente pela FGV, realizada pelo Instituto Gallup em 132 países, revelou que o jovem brasileiro, entre 15 e 29 anos, é o mais otimista para os próximos 5 anos do que qualquer outro jovem do mundo. Em outras palavras: o jovem brasileiro é o mais feliz e o que acredita mais no futuro. (?!)

Nada melhor que a imagem de uma hiena para ilustrar essa infeliz reportagem de O Globo. A hiena não sabe a diferença entre merda e caviar...por isso mesmo é que não sabe se deve rir ou chorar. :)

Friday, August 29, 2008

Algemas para quem precisa

A mais nova decisão - e uma das mais bizarras - que o Supremo Tribunal Federal teve a cara-de-pau de promulgar é a tal da Restrição ao Uso de Algemas. Segundo a instituição, os criminosos só poderão ter as mãos algemadas em casos excepcionais, quando representarem uma ameaça concreta à segurança alheia. Isso inclue as ações policiais, o transporte de presos e julgamentos.

Parece que todo esse debate veio à tona quando um pedreiro de Laranjal, interior de São Paulo, condenado por homicídio triplamente qualificado, foi julgado de algemas, fato que, segundo o pobrezinho do pedreiro, o expôs ao constrangimento e influenciou negativamente o júri popular local. Ou seja, se não tivesse sido julgado de algemas, ele acredita que teria sido inocentado, já que era o júri de uma pacata cidade de interior. Não só ele pensa assim, veja só: Um ministro do STF resolveu fazer uma defesa incisiva do inocente pedreiro, alegando que o uso das algemas tem efeito sobre a opinião de quem está julgando o réu em questão. Por incrível que pareça, a aceitação do argumento do tal ministro foi unânime na Corte, inclusive tendo o pedido de anulação do julgamento do pobrezinho do pedreiro - um assassino frio e cruel - por ninguém menos do que o Procurador-Geral da República, que diga-se de pssagem, também criticou severamente as algemas do banqueiro Daniel Dantas, Paulo Maluf e o do ex-senador Jader Barbalho.(!)

Está certo então. Realmente bandidos como Daniel Dantas, Paulo Maluf, Nadji Nahas, Jader Barbalho, Salvatore Cacciola, Sérgio Naya e tantos milhões de outros, não representam de forma alguma uma ameaça a segurança. Claro. Todos eles possuem cara de pessoas de bem, mansas, esbajam simpatia e bom mocismo com gestos e trejeitos típicos de quem teve ótima educação. A aparência de calma e tranquilidade se deve principalmente à enorme quantia de dinheiro ilícito que todos eles mantém em suas diversas aplicações e negócios exclusos que quintuplicam a cada minuto que passa. Graças também às centenas de viagens pelas mais sofisticadas cidades do mundo financiadas com dinheiro alheio. Sim, pois quem saboreia os melhores vinhos - e mais caros - e as melhores comidas do mundo; degusta os melhores charutos e dirige os melhores e mais modernos carros que existem, tem sim, de ter uma cara boa, não é verdade? Quem é que representaria uma ameaça tendo uma vida tão pacata assim? De fato, a opinião pública não pode se deixar levar por uma imagem negativa que uma algema traria a um escróque desses. Sujaria a sua bela imagem.

A julgar pela aparência, quem é que julgaria mal uma empresária - como tantos outros - tão bem sucedida como a então presidente de uma empresa que trabalhei há alguns anos atrás? Comedida, sempre vestindo grifes famosas, tinha uma fisionomia tranquila e feliz, principalmente após as viagens à Roma, New York e Paris que fazia todo mês, graças provavelmente ao grande "lucro" obtido através das contratações ilícitas e mais outras mil maracutaias que praticava - e pratica - diariamente em sua empresa. A cada mês ela e seus sócios roubam literalmente uma grande quantia de dinheiro de cada "funcionário" seu, enquanto posam para revistas como "grandes empresários", com as caras mais lavadas do mundo. Se beneficiar de dinheiro alheio é roubo, e então, como os figurões acima, ela e seus sócios, só precisam de uma coisa: algemas.

Mas com a nova visão do STF, o uso das algemas só encontrará sentido no criminoso pobre que, esfomeado, sujo e maltrapilho, rouba um tablete de manteiga no supermercado. Nele as algemas comporiam um belo quadro e em nada estariam interferindo no bom juízo da opinião pública, já que gente desesperada para comer ou alimentar um filho já é por si só uma imagem muito desagradável para a torpe classe média brasileira. E um perigoso criminoso como esse representaria sim, uma grande ameaça a segurança!

De todo o bolo da canalhice nacional, o Poder Judiciário é para mim a fatia mais podre, abominável, vergonhosa e a mais corrompida de todas. Pior: sendo intocável, se vê acima do bem e do mal, quase perto de Deus. Que 99% dos magistrados brasileiros são diferentes apenas no preço da propina, isso já é sabido. Mas até 2007 nunca se havia tido notícia de um alto ministro do poder judiciário que estivesse envolvido com corrupção. Foi quando a Operação Furacão da Polícia Federal fisgou o então ministro Paulo Medina (e mais não sei quantos juízes), do Superior Tribunal de Justiça. Medina foi flagrado através de um grampo telefônico que provou seu envolvimento com a máfia do caça-níqueis. Preste atenção para ver se você se espanta: Um ministro do STJ envolvido com quadrilha de máquinas caça-níquel.

Até hoje o ex-ministro, apesar de todas as evidências e provas, não foi preso. E nunca será no Brasil. Mas uma coisa você pode ter certeza: se um dia ele for de fato preso, jamais usará algemas, pois a opinião pública poderá julgá-lo mal e de repente acreditar que ele realmente é um criminoso.

Algemas para quem precisa de algemas.

Wednesday, August 27, 2008

Manifesto aos Fracos!

Além da burrice brasileira, que continua crescendo a cada dia que passa, uma das coisas que mais odeio é GENTE QUE NÃO TOMA PARTIDO. Aquele tipo de pessoa que não suporta a idéia de se envolver com nada. Gente que não tem posicionamento, opinião e que morre de medo de se comprometer com qualquer coisa que diga ou faça.

Ou seja, gente fraca. E eu odeio gente fraca. Nosso país está cheio de gente assim, para não dizer a esmagadora maioria. Por onde você olhar certamente vai encontrar esse exemplo patético de ser humano.

Mas quando eu falo em tomar partido não estou fazendo apologia a nenhum grupo esquerdopata que passa o ano inteiro levantando bandeiras e gritando palavras de guerra em plena Avenida Rio Branco tumultuando a vida de todo mundo. Isso é pura demagogia, oportunismo, palhaçada.

Tomar partido é algo bem diferente: é se posicionar. É estar sempre pronto a reagir sem medo frente a uma situação que demande uma atitude, uma palavra ou uma opinião sincera, sem temer se comprometer. É não permitir ser enganado, desrespeitado ou explorado por quem quer que seja e por qualquer que seja o motivo. É ter dignidade. É não tolerar mau caratismo. É presenciar uma injustiça e ter a coragem de se posicionar. É exercer o direito de ser gente de bem e fundamentalmente cidadão.

Por isso acho lamentável essa indolência brasileira. E não falo só da população de baixa renda; falo principalmente da classe média, que tem muito mais obrigação de tomar partido, pois tem informação; entretanto se mostra tão hipócrita e negligente que me dá asco.

Basta ver a quantidade de profissionais liberais que trabalham em empresas que se negam a cumprir a legislação trabalhista na contratação de seus funcionários, os obrigando a uma rotina diária quase escrava, com o único intuito de aumentar os "ganhos" de forma ilícita. Quantos desses funcionários processam estas empresas fraudulentas e criminosas? Quantos desses profissionais se posicionam e reagem a estas maracutaias e à falta de respeito profissional? Quantos procuram se informar sobre os próprios direitos para não serem feitos de idiotas? Muitas e muitas empresas atualmente vêm tendo "lucros" estratosféricos apenas burlando as leis do trabalho com "propostas" falsamente vantajosas para o contratado.

Recentemente fiquei pasmo quando descobri que um antigo colega que trabalhou comigo numa dessas empresas fraudulentas, de onde foi mandado embora da noite para o dia sem nenhum direito trabalhista, havia recebido um convite para que voltasse à empresa. A história é mais ou menos assim: o cara é descartado como uma lata vazia, sumariamente e sem nenhuma garantia trabalhista; e depois de ter passado pelo sufoco de arranjar outro emprego, já assentado, recebe um convite para voltar à mesma empresa que o sacaneou e que ele bem sabe não valer o ar que ela respira. E mesmo assim ... ele aceita voltar, acreditando - de novo! - estar fazendo um grande negócio. Aí eu fico pensando: por que um profissional esclarecido e talentoso como este meu ex colega aceita de novo uma situação como essa? Ou esse sujeito é um otário, um louco ou então está indo fazer parte do esquemão. Mais: onde é que ele guarda o seu orgulho, a sua moral, sua auto-estima ou o seu senso de justiça? Ou será que ele nem tem mais nada disso? A verdade é que alguém como ele não só merece a empresa onde trabalha, como também merece ser explorado e desrespeitado. E a empresa por sua vez precisa desse tipo de idiota para atingir seus objetivos sórdidos. Basta oferecer mais alguns centavos e um coitado como esse vende a sua dignidade bem barato. Esta é a matemática.

É o mesmo tipo de pessoa que em cada eleição diz com aquela arrogãncia malandra tipicamente brasileira: "Qualquer um que subir vai roubar mesmo...então vou votar em um que rouba, mas faz!" E dá aquela risadinha superior, se achando um exemplo de esperteza. Pois eu acho o exemplo mais nítido do nível da imbecilidade a que chegamos. Além do fato de os políticos se apropriarem do dinheiro público - que é meu, seu e do imbecil - não incomodar mais ninguém, o brasileiro não sente mais nenhuma responsabilidade, nenhum incômodo, nenhuma culpa em elegê-los e compactuar com a podridão nacional. Ao contrário, sente até orgulho. Possivelmente gostaria de estar no lugar do político corrupto.

Para mim é muito simples: lugar de salafrário, seja ele empresário fraudulento ou político patife, é na cadeia. E lugar de gente fraca que ajuda a mantê-los e não toma partido, é na pqp!

Monday, August 25, 2008

Aos Políticos com Carinho...


A minha melhor resposta para a nossa classe política.

Tuesday, August 19, 2008

Esse eu indico: "Sexo, Drogas e Rolling Stones" - José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues

Olhaí pessoal, mais uma boa leitura para os aficcionados - como eu - em música e literatura. Mais precisamente em rock´n´roll. Ou melhor... nos Rolling Stones.
Este belo trabalho do jornalista expert em Stones, José Emilio Rondeau; e do biólogo - sim, um biólogo! - e pesquisador Nélio Rodrigues conta toda a trajetória da "Maior Banda de Rock do Mundo" através de relatos, notas da imprensa do mundo todo, entrevistas, depoimentos e da própria experiência que os dois tiveram ao lado dos Stones, inclusive nas idas e vindas de Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts ao Brasil. Uma leitura deliciosa, empolgante; recheada de imagens e fotos raras, além das resenhas e notas.
O melhor trabalho sobre os eternos Rolling Stones, que em plenos 40 anos de carreira provam que não estão aqui apenas para tocar rock´n´roll, mas para continuar escrevendo a história da música mundial com genialidade, criatividade, personalidade e vitalidade inesgotáveis. Atenção a bela programação visual do livro.

Tuesday, August 12, 2008

"O Retorno à Rua Principal"

Vou direto ao assunto: "Exile On Main Street", um dos melhores CDs dos Stones.

Este CD (também tenho o vinil) de 1972, marca o retorno dos Stones à sua rua principal: o rythm ´n ´ blues. Ao mesmo tempo “Exile on main St.” é uma viagem a algo nunca antes visto, e que, provavelmente, nunca mais será visto. Na época das gravações desse disco, os Stones tiveram o ápice do seu consumo de drogas, alguns estavam num processo de autodestruição, outros, no momento mais alto de sua criatividade.
Este trabalho, criativo e de excelente qualidade, conta com a participação do pródigo Mick Taylor, o guitarrista que substituiu Brian Jones depois que este foi demitido da banda e morreu de overdose.
Canções como "Rock Off" - para mim a melhor do CD - e "Trumbling Dice" são simplesmente sensacionais. Verdadeiras pérolas. As acústicas “Sweet Virginia”, “Torn and frayed” e “Sweet black Angel” também são o que há de melhor no estilo negro do sul dos EUA, blues ótimos, perfeitos. Encontramos até o gospel “Shine a light”, também igualmente perfeita. Entre outras maravilhas.
“Exile on main St.” é um CD insuperável, diferente de tudo que os Stones fizeram antes e depois. Um CD para todos aqueles que são fãs reais dos Stones.
Fiquem com "Sweet Virginia", uma das melhores atrações do CD:



Compre o seu aqui!

Wednesday, August 06, 2008

O Clube da Luta

Na mesma - e ingrata - missão de revelar às almas um universo anti-burrice e anti-idiotice, vamos falar de cinema. Talvez seja possível que seu conhecimento e gosto para cinema se resumam a coisas como "Free Willy", "Aracnofobia", "Titanic" ou "Uma Linda Mulher". Mas ok, sempre é tempo de acordar desse mundo subcultural. Vamos lá.

Essa semana revi um filme que considero excelente e perigoso: "The Fight Club" (O Clube da Luta), de 1999. Mas somente para pessoas que não estão dispostas a pensar, a sair da superficialidade e explorar a avalanche de idéias que o filme proprociona.

Se analisarmos este filme de maneira superficial, veremos que violência e terrorismo são maneiras corretas de se mudar algo, como a sociedade atual. Um erro grave de interpretação. Mas, se formos mais a fundo (e é isso que o filme propõe) veremos que toda a violência mostrada em Clube da Luta é resultado da demência de um único homem.

A atmosfera de Fight Club é estranha. Todo o clima do filme é um misto de profunda psicopatia aliado a claras mensagens de anti-cunsumismo. Tyler Durden, personagem principal do livro do brilhante Chuck Palahniuk, e vivido talentosamente na pele de Brad Pitt, é uma mistura de filósofo anti-capitalista, louco e arruaceiro, que além de criar um clube de porradaria nos porões de uma cidade americana, revela seus objetivos através de máximas ousadas e contundentes:

"Liberdade é perder toda a esperança."
Nada é estático. Até a Mona Lisa está se desintegrando.

Só depois de perder tudo você vai fazer o que quiser se as pessoas achassem que você ia morrer, davam-lhe toda a atenção, se fossem vê-lo pela última vez, elas realmente o viam.


Você não é o que faz para viver. Você não é a sua família e não é quem pensa que é. Você não é o seu nome.Você não é os seus problemas. Você não é a idade que tem. Você não é suas esperanças.

Tudo o que você mais ama o rejeitará ou morrerá. Tudo o que você já criou será jogado fora.Tudo de que você mais se orgulha terminará em lixo. Sou Ozymandias, o rei dos reis.

Um filme excelente, ousado, com um belo roteiro e direção de arte. Sem falar na genialidade ínterpretativa de Edward Norton, um dos melhores atores de sua geração, sem sombra de dúvida.

Fight Club é um filme sombrio, violento, mas estranhamente profundo. Vale a pena ser visto e revisto. Um dos melhores filmes da década.

Monday, July 28, 2008

A JUVENTUDE BRASILEIRA É DE DIREITA

Ótimo artigo do Reinaldo Azevedo desta semana! Sempre defendi que essa era uma realidade, só que não divulgada. É muito bom saber que a maioria dos jovens está livre ou se livrando da síndrome da esquerdopatia. Segue o artigo:

A Folha de S. Paulo publicou no domingo uma ampla pesquisa sobre o que pensam os jovens brasileiros. Rendeu até um caderno especial, de 20 páginas, chamado “Jovem Século 21”. Segundo informa o caderno, a maioria das reportagens “foi feita pelos integrantes da 45ª turma do Programa de Treinamento da Folha”, (...) patrocinada pela Philip Morris Brasil e pela Odebrecht”. Comentarei abaixo alguns dados muito interessantes que a pesquisa revelou e tratarei da seguinte questão: a maioria dos jovens brasileiros, a exemplo da população, é de direita. Boa parte da imprensa e, vejam só, as instituições políticas, incluindo partidos, não se conformam com isso. Estão todos tomados pela patrulha esquerdista. Já chego lá. Antes, um pouco de memória.

Memória
No dia 9 de abril de 2007, há mais de um ano, escrevi aqui um post intitulado O Povo é de direita, revela o Datafolha. Foi uma gritaria danada. O link com a íntegra está aí. Recupero dois trechos:

“ (...) um político que tivesse rigorosamente as opiniões do povo brasileiro (...) seria chamado de ‘direitista’ pela esquerda, certo? Quem sabe até de reacionário... E isso estaria a indicar que o povo brasileiro é, então, majoritariamente, ‘de direita’. Ora, se ele é de direita, por que, então, estamos sendo governados pela esquerda — ainda que essa ‘esquerda’ seja a petista, com seu fanatismo recém-adquirido pelo financismo? A resposta é simples: questões como as colocadas acima [aborto, pena de morte, drogas] simplesmente estiveram ausentes do debate eleitoral. E os politicólogos brasileiros, quase todos de esquerda, acham que isso é um sinal do nosso amadurecimento. Essas clivagens aparecem nos confrontos eleitorais dos EUA e da Europa — sabem?, eles são os bárbaros... Já os civilizados brasileiros preferem não entrar nesse mérito porque acham que esse é um debate grosseiro.”

“DEM e PSDB cometem, a meu ver, dois erros crassos: não conseguem ter um discurso organizado sobre economia para confrontar o PT e renunciam a fazer o que chamo de guerra de valores com a esquerda. O Datafolha esfrega no nariz das duas legendas o óbvio: o povo brasileiro é conservador e, vejam só, não tem, no Parlamento, quem o represente a contento.”

Antes ainda, no dia 13 de agosto de 2006, escrevi aqui: “Uma boa leva de políticos no Brasil deveria olhar para os dados do Datafolha com vergonha. Vergonha de si mesmos e de sua covardia. Existe uma maioria silenciosa que hoje não encontra uma representação consistente. Uma boa pergunta seria a seguinte: como pode Lula vencer, ao menos por enquanto, a disputa presidencial no 1º turno se a maioria da população é mesmo de direita?”. Nas duas datas, havia pesquisas Datafolha investigando a opinião dos brasileiros sobre questões de comportamento. Vamos, então, ao levantamento de agora.

A nova pesquisa
Sim, senhores: dados os perfis ideológicos que se desenham a partir de certas opiniões, pode-se dizer que a maioria dos jovens brasileiros é de direita. Declaram ter essa posição ideológica, aliás, 37% dos entrevistados (na população como um todo, são 35%). Dizem-se de esquerda apenas 28% (contra 22% do total). No centro, estão 23% (contra 17% no conjunto). Mas notem: não quero me apegar a nominalismos. Parto do princípio de que os jovens possam não ter a exata noção do que tais nomes encerram. Assim, parece-me, é conveniente informar opiniões muito específicas.
Aborto
O ministro José Gomes Temporão e os nossos “pogreçistas” certamente ficam desgostosos, mas o fato é que 68% dos entrevistados não querem mudar a lei do aborto — pretendem que a prática continue a ser considerada um crime, com duas exceções: gravidez decorrente de estupro e risco de morte da mãe. É o mesmo índice do conjunto da população.
Pena de morte
No que respeita à pena de morte, os jovens se mostraram ainda mais severos do que o povo como um todo: 50% se disseram favoráveis (contra 47% no outro grupo). Dizem-se contrários 46% nos dois universos.

Maconha
Acham que deve ser proibido fumar maconha nada menos de 72% dos entrevistados (ligeiramente inferior aos 76% de todos os brasileiros). Apenas 25% acreditam que deve “deixar de ser crime” (contra 20% no outro grupo). Aqui: só uma lembrança ao caderno da Folha: fumar maconha já não pode mais ser considerado um “crime” — traficar é que é. Como se vê, “Uzome da lei” no Brasil são mais laxistas do que os jovens...

Maioridade penal
No caso da maioridade penal, defendem a atual legislação apenas 12% dos ouvidos — 13% no total. Para 83%, a idade deve baixar: 37% acham que pode ser inferior a 16, e 46% a partir dessa idade.

Deus
E Deus, hein? Deus está morto? Parece que não! Apenas 1% dos jovens se dizem ateus, e 10% dizem não ter religião: 59% são católicos; 16%, evangélicos pentecostais, e 8%, evangélicos não-pentescostais. As demais religiões: espírita (2%), judaica (1%), umbanda (1%), candomblé (1%), outras (2%).

Valores
E quais são os valores das moças e moços? Qual é a lista das coisas que acham “muito importantes”? Vejam: família (99%), saúde (99%), trabalho (97%), estudo (96%), lazer (88%), amigos (85%), religião (81%), sexo (81%), dinheiro (79%), beleza (74%), casamento (72%).

E então...
E, vejam que surpresa, o levantamento mostra que os nossos jovens querem casa, carro, grana, todas essas malditas coisas do “consumismo”, que deixam os comunistas que já têm todas essas malditas coisas muito decepcionados com a juventude...

Mais uma vez, constata-se o óbvio: há um enorme hiato entre o que pensa o conjunto da população — e, nela, sua fatia mais pretensamente inquieta — e os vários canais que vocalizam a opinião pública. Não, senhores! Não temos a imprensa que representa os valores que vão acima: a nossa, com as exceções de praxe, é majoritariamente “politicamente correta” e experimenta um verdadeiro divórcio em relação ao pensamento da maioria.

Até aí, tudo bem! Sou o primeiro a defender que veículos devam ter e defender pontos de vista. A questão que merece debate é outra: tais opiniões são verdadeiramente demonizadas pela patrulha politicamente correta do jornalismo. Pegue-se o caso do aborto: raramente alguém que se opõe à sua legalização é tratado, vá lá, com respeito ao menos. Do mesmo modo, descarta-se que um indivíduo civilizado possa considerar uma tolice a maioridade penal a partir dos 18 anos — o Brasil, saibam, faz parte das poucas exceções que adotam tal idade; na esmagadora maioria dos casos, é inferior. Em muitos países, nem mesmo há uma idade mínima: depende do crime. No que respeita aos costumes, temos uma imprensa de esquerda e um povo de direita.

Ora, o jornalismo — de fato, os meios de comunicação nas suas várias manifestações — são, sim, importantes formadores de opinião. Políticos temem afrontar a doxa. Daí que os partidos evitem ao máximo “politizar” as questões referentes a valores — politização que é corriqueira em qualquer democracia do mundo, a começar dos Estados Unidos. O povo, como se vê, não tem receio de ser ou de parecer de direita, mas os políticos evitam tal "estigma" — ou, mais apropriadamente ainda, fogem da palavra “direita” como o diabo foge da cruz — e acabam se alinhando com... o diabo, hehe. Vejam como é freqüente que lideranças se digam “de esquerda” sem qualquer vergonha, mas jamais de direita — quando muito, são todos de centro-esquerda... Será que temem o povo? Não! Temem o jornalismo politicamente correto. Líderes conservadores, mundo afora, tiveram a coragem de enfrentar a hegemonia esquerdista. No Brasil, até agora, todos se ajoelham no altar da hipocrisia.

O trabalho e a edição
Sem dúvida, a Folha e o Datafolha prestam um serviço relevantíssimo ao país, ao jornalismo e à política — especialmente para quem ler os dados com coragem e ousadia. O levantamento é bastante amplo. Trata até do desempenho escolar — lastimável, diga-se — da juventude. A edição merece algumas observações, talvez reparos. Aqui e ali vaza uma certa decepção com a caretice da molecada. A tentação de lamentar que eles não queriam mais virar a mesa — e quando é que quiseram, santo Deus? — se insinua, mas logo cede à realidade. Afinal, é insustentável criticar os moços porque revelam o anseio de subir na vida e se dar bem profissionalmente.

Mas aquele velho espírito da “revolução” — nem que seja a de costumes — espreita o caderno. Por alguma razão que o Datafolha não consegue explicar, ele é muito colorido, coloridíssimo, colorido até a irritação. O jovem é caretão, mas o caderno resolveu adotar uma estética meio Hair (o filme de Milos Forman), a que se somam alguns símbolos do “capitalismo” — porque, afinal, eles querem casa, carro e grana... As tabelas do Datafolha são editadas num misto de pichação com trapaça concretista: o número “60”, por exemplo, aparece num corpo maior do que o “30”, que é maior do que o “10”, sacaram? Legal, né? Às vezes, números e letras se esbarram, uns borrando os outros. Afinal, é um caderno feito por jovens, sobre jovens com uma edição... jovem. A questão é saber se foi lido por uma maioria de jovens — duvido. Caso tenha sido, o que há de errado com as tabelas que eles estão acostumados a ver nos livros e até na Internet? Em algumas páginas, publicam-se textos na diagonal... Pra quê? Suponho que seja para dificultar a leitura...

Sei que tal observação parece uma bobice (e reitero que se trata de um trabalho importante ), mas não é. Em certo sentido, a edição do caderno nos devolve para o centro deste longo texto: boa parte da imprensa (e não é muito diferente em todo o mundo democrático) não se conforma que o povo — os jovens também — possa ser careta, conservador, de direita. Recorre-se nem que seja a uma estética do inconformismo — “moderna” — para evidenciar o conservadorismo, ainda que ela crie mais dificuldades de leitura do que facilidades, ainda que ela mais turve a realidade do que ajude a explicá-la — como é da natureza, diga-se, de quase todos os inconformismos.

Os dados que ali estão, no entanto, são de grande relevância. Seria conveniente que muitos dos nossos políticos, especialmente os que não são de esquerda, começassem a refletir a respeito.

Thursday, July 24, 2008

Dia Mundial do Rock - O Mago da Guitarra, Brian Jones

Sim, eu sei que estou atrasado alguns dias, mas sempre é tempo de comemorar o dia mundial do rock. E dessa vez trago um dos músicos mais talentosos dos anos 60; pai dos Rolling Stones ao lado de Mick Jagger, e autor das canções mais criativas da banda até 1969: Brian Jones.

Brian era filho de um engenheiro da marinha inglesa - Lewis Jones - com uma dona de casa. Foi conhecido pela sua versatilidade musical, tocando vários instrumentos diferentes, ainda que se tenha notabilizado como guitarrista da banda. Músico de origem clássica - aprendeu a tocar com sua mãe que ministrava aulas de piano na Igreja próxima - era inicalmente o único músico da banda capaz de ler e escrever partituras. Apesar da fama e fortuna originada pelo sucesso da banda, Brian, que era um indivíduo inquieto, acabou por se afundar na droga. Em 8 de Junho de 1969, totalmente sem rumo e direção, ele foi demitido dos Stones. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Brian foi encontrado morto. Ao que se sabe moreeu afogado na piscina de sua casa, Cotchford Farma, em Sussex, antiga casa do escritor A. A. Milne, criador do Ursinho Pooh, que o músico adorava.

Desde sua morte, tida oficialmente como acidental, muitas dúvidas e livros encheram a mídia, alimentando muitas teorias conspiratorias. Apesar dos poucos anos de vida é considerado um dos mentores do estilo adotado pela banda. Deixou um grande número de fãs que cultuam sua imagem e contribuição musical até os dias de hoje.

Brian Jones é autor de vários dos melhores sucessos dos Stones até hoje. Nada contra Mick Taylor e Ronnie Wood - dois grandes músicos e guitarristas - , que vieram a substituí-lo depois, mas Brian era uma personalidade única.

Fiquem com dois grandes sucessos de Brian com os Stones:

Under My Thumb


Simpathy For The Devil

O Rei da Confusão

Olha aí pessoal: esse livro é sensacional. Exatamente como seu personagem central, o doidaço talentosíssimo Tim Maia. Vale muito a pena a leitura se você é daqueles que, além de curtir música, adora mergulhar no submundo. Nelson Motta foi brilhante na narrativa e na sensibilidade ao escrever este livro sobre o gordo mais cafajeste da nossa música. Aliás sem ele não saberíamos o que viria a se chamar funk-rock ou funk-samba, ou mesmo samba-soul, como o próprio Tim definia seu estilo híbrido, criativo e simplesmente genial. Neste livro você também vai esbarrar com personagens como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jorge Ben, Paulinho Guitarra e mais um monte de gente talentosa que fez a história da nossa música - que diga-se de passagem, está bem caidinha ultimamente.

Tuesday, July 22, 2008

O Decálogo de Lênin

Há algum tempo atrás recebi uma mensagem de algum pretenso intelectual se dizendo a "voz das esquerdas", que transformei em um texto bem humorado e realista sobre Os 10 Passos para a Cura do Esquerdismo - (se você não leu, leia agora!) . Agora que estamos perto de mais uma eleição (essa enganação que dá emprego à bandido) resolvi postar a mensagem original para que vocês vejam como isso ainda está presente nos dias de hoje (!). É sobre os 10 mandamentos da Ideologia Socialista, escrita em 1913 e atribuída ao lider revolucionário russo Vladimir Lênin, pai do comunismo. Não sei quantos de vocês conhecem isso, mas vale a pena ler.

Notem - como fica aqui bem observado -, que qualquer semelhança com populistas ditadores como Hugo Chávez, Fidel Castro, Evo Moralez, Uribe, etc e com contecimentos atuais e recentes, quase 100 anos depois , não é mera coincidência:


1- Corrompa a juventude , de-lhe a liberdade sexual:

2- Infiltre e controle depois todos os meios de comunicação:

3- Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussôes sobre assuntos sociais;

4- Destrua a confiança do povo em seus líderes,

5- Fale sempre em democracia e Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem qualquer escrúpulo;

6- Colabore com o esbanjamento do dinheiro público, coloque em descrédito a imagem do pa�ís, especialmente no exterior, provoque o pânico e o desassossego na população por meio de inflação;

7- Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrrias vitais do país;

8- Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9- Colabore para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes;

10- Procure catalogar todos aqueles que tem armas de fogo, para que sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência.


O mais assustador de tudo isso é que a maioria das pessoas, principalmente os adolescentes de classe média e as menos esclarecidas, vêem toda essa aberração apenas sob o aspecto financeiro, não percebendo que o principal objetivo é um elaborado plano fascista e genocida que visa destruir as instituições e o estado de direito. Igualzinho o que Fidel fez à Cuba e Mao à China; e o que queriam os grupos armados como o PCdoB, o MR8 e ALN durante o regime militar no Brasil. E o mais incrível - e perigoso - é que em pleno século XXI ainda existem pessoas e partidos levantando essa bandeira, mesmo travestida de idéias democráticas e humanitárias. Vide Heloisa Helena, a "Antônia Conselheira" da seita PSOL.

Se hoje em dia, Lamarca, por exemplo, é visto como herói, é mais uma das distorções presentes no país que vivemos.